terça-feira, 9 de agosto de 2011

Transtorno/Desordem do Défice de Atenção com Hiperatividade - TDAH/DDAH ou Attention Deficit/Hyperactivity Disorder - ADHD

Este artigo é essencialmente um alerta para a complexidade desta síndrome, uma vez que continua a existir alguma tendência para dizer-se que uma criança é hiperativa quando apenas manifesta irrequietude ou alguma falta de atenção e concentração, mas não é só isso.

O Transtorno/Desordem do Défice de Atenção com Hiperactividade (TDAH/DDAH) caracteriza-se pelos sintomas de défice de atenção, hiperatividade e impulsividade e é um problema mais comum nas crianças do sexo masculino. No entanto, para que seja diagnosticado este transtorno é fundamental que estes sintomas interfiram, significativamente e de forma negativa, na vida e no desenvolvimento bio-psico-social da criança ou do adulto.

A maioria dos diagnósticos são possíveis serem feitos em crianças na idade escolar, ou seja, a partir dos 6/7 anos de idade, pois é quando a criança inicia as atividades de aprendizado na escola e quando a adaptação à mesma pode mostrar-se comprometido. E raramente antes dessa idade, pois até então o comportamento da criança mais pequena é muito variável e a atenção não é tão exigida quanto à da criança em idade escolar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Como utilizar os guias práticos de NeuroPsicologia e a sua importância

Este artigo pretende ser informativo quanto à utilização dos guias práticos de NeuroPsicologia, no sentido de abordar alguns pontos fundamentais que se interligam, nomeadamente:

1 - Qual o objectivo pretendido com a elaboração de vários guias práticos sobre testes e baterias neuropsicológicas;

2 - Como é que os psicólogos, neuropsicólogos, psicoterapeutas e os estudantes podem utilizar estes guias práticos;

3 - Qual o principal benefício na utilização destes guias práticos.

Quanto ao primeiro ponto mencionado, o objectivo que pretendo atingir com os guias práticos de testes e baterias neuropsicológicas é realizar um estudo pormenorizado sobre o tema a que se reporta cada guia prático, nomeadamente ao nível da contextualização da prova e da sua descrição por forma a ter num só guia prático um resumo bastante detalhado sobre a prova em questão.

Perante isto, passamos ao ponto seguinte que se reporta à utilização dos guias práticos e desta forma como cada guia prático tem a informação distribuída, permite uma consulta teórico-prática rápida, quer aos profissionais, quer aos estudantes.
Para os estudantes que estão a iniciar a aplicabilidade dos testes e baterias, em contexto académico, são excelentes meios de aprendizagem, servem de manuais de apoio e de adaptação às provas.
Para os profissionais serão sempre manuais de apoio, de fácil acesso e que podem ser aplicados em diferentes contextos, como clínico, escolar ou empresarial.

O benefício principal com a aquisição destes guias práticos resume-se à reunião de um conjunto de aspectos já trabalhados, estudados, compilados e expostos de forma simples, concisa e prática por forma a quem recorrer a estes guias práticos ter algumas vantagens extremamente relevantes nos dia de hoje, como poupar mais tempo no recurso de acesso a determinada prova; maior eficácia de aplicação dos testes ou baterias, bem como na sua análise para posterior entrega de relatórios; expandir o seu conhecimento de testes e/ou baterias que, até então, desconhecia e que são uma mais valia para a melhoria da qualidade do seu trabalho profissional e, desta forma, alcançar um futuro mais rentável!

Resumindo, cada guia prático assenta numa compilação de vários livros, artigos e outros documentos relevantes sobre determinado teste ou bateria neuropsicológica e que possibilita a sua utilização, no dia-a-dia, de forma simples, funcional e produtiva.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Procura Testes Neuropsicológicos?

O artigo sobre baterias e testes neuropsicológicos é o artigo mais procurado no PsicoDigital. Para além do PsicoDigital em si, o artigo tem tido uma excelente procura na Internet e está em número 1 nos resultados de pesquisa do Google e na primeira página dos resultados dos restantes motores de pesquisa.

Tudo isto graças a si. E é precisamente a pensar em si que estou a preparar um conjunto de e-books/vídeos que o vão ajudar a aplicar várias baterias e testes neuropsicológicos.

Estes produtos vão estar disponíveis apenas para os membros da lista privada da PsicoDigital. Fazer parte da lista é absolutamente grátis, demora menos de 1 minuto e deverá ser bastante rentável.

Para se registar siga o seguinte link: http://www.feedblitz.com/f/?Sub=765038

Obrigado pelo seu interesse!

P.S: Para ter acesso a um bónus nas baterias e nos testes neuropsicológicos que vou publicar apenas para membros, no campo "Promotion Code" escreva "TESTES".

domingo, 7 de março de 2010

Inovar e Reinventar a Psicologia

Inovação e Psicologia na mesma frase pode ser chocante para muitas pessoas. Numa época em que poucos conhecem as diferenças entre um Psicólogo e um Psiquiatra, pensar em Inovação neste ramo pode ser considerado irrealista. Mas é precisamente isso que me proponho fazer. Inovar e reinventar a Psicologia.

Tudo começou com a criação deste blog em Setembro de 2007. A motivação para o nascimento da PsicoDigital foi mostrar-lhe uma nova face da Psicologia. Mostrar-lhe que a Psicologia é muito mais do que consultas clínicas. Ouvir as suas questões e esclarecer as suas dúvidas.

O mercado da Psicologia, do lado da oferta de serviços clássicos entregue por Psicólogos com uma visão simplista da aplicabilidade da Psicologia, está completamente saturado e tem os dias contados. Neste ponto crítico, ou inovamos ou torna-mo-nos irrelevantes.

Hoje, inicio uma nova missão: inovar e reinventar a Psicologia. Descubra que benefícios esta missão lhe vai proporcionar!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Qualidade de Vida em Portugal


Na sociedade de hoje, há cada vez mais necessidade em falar e avaliar sobre qualidade de vida e a sua importância nas pessoas.

Mas o que é qualidade de vida?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Gestão de conflitos



Gerir conflitos envolve lidar com pessoas de formas de ser e de estar diferentes, com valores e crenças diferentes, com vivências pessoais e profisssionais diferentes, e que estão em desacordo, em oposição, em confronto, muitas vezes, não só com os outros mas com elas próprias.

No entanto, a palavra conflito não tem que ter a conectividade negativa a que todos facilmente preferem associar.

Porquê?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Neuropsicologia



Hoje em dia as siglas AVC, ou seja, Acidente Vascular Cerebral já consta do nosso dicionário diário, uma vez que está considerado a primeira causa de morte em Portugal em que a média de ocorrência é de um Português a cada 30 minutos (segundo as Estatísticas). Logo isto dá que pensar... E porquê?

domingo, 9 de novembro de 2008

Blog em Inglês




Quero dar a conhecer a todos os que têm visitado o Blog Psico Digital, que a partir deste dia (9 de Novembro de 2008) nasce um novo Blog, não só para os países de Língua Portuguesa mas para o mundo...

Libertate my Life mantém o mesmo objectivo a que me propus desde o início:

A partilha de Conhecimento através da Psicologia e da Neuropsicologia.

Desejo a todos aqueles que visitarem o Blog Liberate my Life uma experiência tão ou mais agradável quanto aquela que têm tido ao visitarem este blog.

Muito obrigado!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sobre o questionário


Desde já quero agradecer a todos aqueles que entram no blog PsicoDigital e que mostram total disponibilidade para responder ao questionário que aparece logo de início!

No entanto, peço a todos que responderem ao questionário que especifiquem melhor o assunto ou tema que pretendem encontrar, para assim logo que possível poder disponibilizar a informação que desejam pesquisar.

Muito obrigado a todos!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pesquisar: Saúde, Ciências Sociais e Humanas e outras áreas



No âmbito da pesquisa para escrever o post sobre Pertubação da ansiedade e Ataques de pânico encontrei dois sites extremamente interessantes e úteis:

O Manual Merck http://www.manualmerck.net/ que aborda variadíssimos temas sobre a saúde desde a Psicologia e Psiquiatria à Neurologia e Cardiologia.

O SAGE Publications http://online.sagepub.com/ que integra vários jornais com artigos de diversas áreas das ciências exactas, sociais e humanas, negócios e sobre a sociedade em geral.

Ambos os sites são bastante completos, o que implica menos tempo em pesquisas sobre o tema que queremos analisar e trabalhar, bem como proporcionam a qualquer pessoa que queira escrever um artigo (científico ou não) informação válida e consistente.

Vale a pena experimentar!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Perturbação de ansiedade e Ataques de pânico



Penso que a ansiedade e o pânico são palavras que, cada vez mais, coabitam o nosso dia-a-dia de forma desmesurada que poderá conduzir a uma perturbação, no entanto, todos nós sentimos em diversos momentos da nossa vida ansiedade e pânico, contudo, tendem a ser sentidos de forma "controlada" e de certa maneira são vistos e sentidos como adequados ao momento que estão a viver.

Então, como podemos definir a Ansiedade e o Pânico?

A ansiedade é um estado emocional desagradável que tem uma causa pouco clara e é frequentemente acompanhado por alterações fisiológicas (como: fadiga, dificuldades de concentração, irritabilidade) e de comportamento semelhantes às causadas pelo medo, no entanto, também pode ser uma resposta ao stress.

No entanto, quando o sistema de respostas à ansiedade funciona de forma incorrecta, ou seja, quando a ansiedade se apresenta em momentos inadequados ou é tão intensa e duradoura que interfere com as actividades diárias da pessoa, então estamos perante uma perturbação por ansiedade.

Para além disso, a ansiedade pode aparecer subitamente, como o pânico, ou gradualmente ao longo de minutos, de horas ou de dias. A duração da ansiedade pode ser muito variável, indo de poucos segundos a vários anos e a sua intensidade pode ir de uma angústia pouco perceptível a um pânico estabelecido.

Por outro lado, o pânico é uma ansiedade aguda e extrema e é acompanhada por sintomas fisiológicos, como: vertigens, aumento do ritmo cardíaco, sudação, falta de ar e dor no peito.

Os ataques de pânico são frequentes, podem ocorrer em qualquer tipo de ansiedade e produzem-se, frequentemente, de modo inesperado ou sem razão aparente o que poderá conduzir, por exemplo, à Agorafobia (evitar os lugares que se temem, nomeadamente, os lugares em que sofreram os ataques de pânico anteriormente, podendo levar ao isolamento).

E, qual o tratamento e medicação apropriada?

Para a ansiedade podem passar por fármacos, como as benzodiazepinas (ansióliticos), no entanto, criam dependência após algum tempo de toma frequente ou, então, a buspirona que é outro fármaco eficaz, contudo parece não provocar dependência física mas demora mais tempo a fazer efeito que as benzodiazepinas.

Para além dos fármacos, a psicoterapia pode também ser eficaz no sentido de ajudar a pessoa a compreender e a superar os seus conflitos, medos, receios para assim, poder controlar progressivamente o seu comportamento em situação que provocam ansiedade.

A maioia das pessoas recuperam dos ataques de pânico sem tratamento medicamentoso, no entanto, a psicoterapia pode mais uma vez ajudar a pessoa a compreender e a superar os seus conflitos, medos, receios de forma a que os ataques de pânico não interfiram de forma negativa na sua vida diária.

Para informações mais detalhadas: http://www.manualmerck.net/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Medicação: única solução?

Pill PoppinImage by silverlinedwinnebago via Flic

No mundo actual em que vivemos, onde as exigências profissionais e familiares aumentam a cada dia que passa, a parte pessoal quer física, mas acima de tudo psicológica vai sendo rotulada como não prioritária e como é hábito dizer "Vai-se andando!..." quando perguntado "Como tem passado?", a verdade é que a parte emocional vai andando até chegar "ao fundo do poço" e não poder mais.

Estar desequilibrado emocionalmente é equivalente ou pior a ter sido diagnosticado uma doença física qualquer. No entanto, na maioria das doenças físicas a solução parte por uma medicação apropriada, já as doenças do foro emocional não se resolvem por si só com medicação, e muito menos quando somos nós os autores da nossa própria medicação.

Então, que outras soluções podemos encontrar e usufruir para além da medicação?

A Psicologia é cada vez mais um recurso fiável às pessoas que a procuram, e na verdade se a pessoa quem procura a Psicologia como uma altenativa para a solução do seu problema, for consciente e, acima de tudo, disponível para confrontar-se com o(s) problema(s) que a absorve há algum tempo é um excelente começo para uma boa empatia na relação psicoterapêutica, e claro, para o sucesso.

No entanto, nem sempre é possível ter apoio psicoterapêutico e /ou de (re)habilitação, sem ter apoio psiquiátrico ou neurológico, por isso é fundamental haver sempre uma equipa multidisciplinar em rede para dar o máximo de apoio possível a quem procura e mais precisa.

Contudo, penso que a medicação é sempre um adiar da confrontação com o problema, no entanto, há situações em que é extremamente necessário para se conseguir iniciar um processo psicoterapêutico ou de (re)habliatção.

A Neuropsicologia também começa a ganhar algum terreno, porque na verdade quer em psicoterapia com um Psicólogo, e essencialmente em Neuropsicologia trabalha-se com o cérebro.

Apenas uma pequena curiosidade...
Através de um questionário aplicado em vários países europeus (Portugal, Espanha, Bélgica, Itália) no ano de 2007, pela Deco Proteste concluiu-se que das várias perturbações realçadas, aquelas que sobressaíram foram, sem surpresa nenhuma:

A Depressão (como uma alteração do humor) e a Ansiedade.

Sem dúvida que a maioria destas situações tiveram de requer medicação e que a curto prazo se viu razoáveis melhorias, mas a médio e longo prazo não será a solução adequada, é preciso algo mais e para isso é fundamental e necessário que a Psicologia e a Neuropsicologia comecem a ganhar cada vez mais terreno no meio da saúde mental.

Mais informação em: Teste Saúde n.º70 Dezembro de 2007/Janeiro de 2008.



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domingo, 5 de outubro de 2008

Neuropsicologia Vs Neurologia



A Neuropsicologia e a Neurologia são duas áreas distintas, no entanto, ao mesmo tempo complementam-se porque ambas têm como objecto de estudo, o cérebro.

Ambas estudam o cérebro através de abordagens, métodos e formas de intervenção distintas, no entanto, o objectivo final é sempre o bem-estar, quer físico, quer psicológico do indivíduo.

Então, como é que a Neuropsicologia estuda o cérebro?


A Neuropsicologia tem como principal preocupação e interesse as funções mentais (nervosas/psicológicas) superiores, ou seja, como é que diferentes lesões cerebrais comprometem diferentes áreas da cognição humana bem como alguns aspectos do comportamento, e a partir daí como intervir.

O importante é perceber o processo das funções psíquicas superiores nas diversas áreas cerebrais e não dar demasiada importância à localização cerebral dessas mesmas funções, uma vez que só assim é possível habilitar e/ou reabilitar com sucesso.

E claro, tudo isto é possível através de um exame neuropsicológico conciso, rigoroso, exaustivo e minucioso.

Saiba mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neuropsicologia


Por outro lado, a Neurologia sendo uma especialidade médica estuda o cérebro, mais concretamente, o sistema nervoso central e periférico, as suas relações e as suas perturbações (doenças).
Ou seja, há uma maior preocupação em perceber a localização cerebral do comprometimento para melhor diagnosticar e, posteriormente intervir.

Tudo isto foi inicialmente possível, através do método de observação a indivíduos com diversas patologias neurológicas e, posteriormente através do método de experimentação científica.

Hoje em dia, é do conhecimento do público em geral diferentes patologias do foro neurológico desde as mais corriqueiras como as cefaleias (ou mais conhecidas como dores de cabeça) até às epilepias, aos traumatismos crânio-encefálicos ou às doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson,...).

Para mais informação: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neurologia


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Testes e Baterias Neuropsicológicos


Hoje em dia, a Neuropsicologia é cada vez mais procurada como um recurso para percebermos melhor o funcionamento cerebral do filho(a), do pai ou da mãe, daquele com quem lidamos diariamente e cada vez mais nos sentimos distantes e incapacitados, por não conseguirmos dar a resposta adequada ou a ajuda necessária.

Realmente, a Neuropsicologia pode ajudá-lo através de várias ferramentas aplicáveis e apropriadas ao pedido de ajuda.

Então do que é que estamos realmente a falar?

Daquilo a que os neuropsicólogos designam por testes neuropsicológicos que não são nada mais do que tarefas especificamente construídas utilizadas para medir uma determinada função psicológica superior e relacioná-la com uma estrutura cerebral ou via particular.

Os testes neuropsicológicos proporcionam:
  • Clarificar e diagnosticar uma perturbação ou doença cerebral;
  • Classificar a severidade clínica para pacientes com perturbações cognitivas ligeiras e severas;
  • Monitorizar a evolução de alguém que está a ser tratado em termos neuropsicológicos;
  • Investigar atrasos no desenvolvimento ou perturbações na aprendizagem em crianças e adolescentes.
Alguns exemplos de situações para a aplicação de testes neuropsicológicos padronizados:
  • Doença de Alzheimer, doença de Parkinson ou outras doenças neurológicas;
  • Crianças e adolescentes expostos a drogas, álcool ou doenças intra-uterinas;
  • Pacientes com lesões cerebrais;
  • Pacientes expostos a químicos e produtos tóxicos;
  • Pacientes toxicodependentes;
  • Vitímas de AVC (acidente vascular cerebral: embolia, trombose,...);
  • Pacientes com demência.
Então, e o que é que os testes neuropsicológicos realmente avaliam?

Avaliam um conjunto de funções psicológicas (nervosas) superiores, tais como:
  • Memória (curto-prazo e longo-prazo);
  • Atenção, Concentração e distratibilidade;
  • Capacidade de aprendizagem e resolução de problemas;
  • Funções de raciocínio lógico e abstracto;
  • Linguagem (capacidade de expressão e compreensão);
  • Organização e coordenação visuo-espacial;
  • Capacidades de planeamento, síntese e organização.
E as baterias neuropsicológicas, o que são?

As baterias neuropsicológicas foram criadas por psicólogos e neuropsicólogos e são simplesmente um conjunto de testes padronizados para responder a questões de referência específica. Uma bateria típica consiste em mais de 12 testes padronizados e disponibiliza dados (quantitativos e qualitativos) muito específicos sobre o funcionamento cerebral do indivíduo.

Exemplo de uma excelente bateria neuropsicológica complexa, com conhecimento pessoal teórico e prático:
  • PIEN (Programa Integrado de Exame Neuropsicológico - Teste Barcelona) de J. Peña-Casanova
Não esquecendo, a importância da avaliação da parte emocional do indivíduo que completa a avaliação neuropsicológica, e aí sem dúvidas...
  • Rorschach (Sistema Integrativo de Rorschach) de John E. Exner, que fornece uma extensa informação sobre as características psicológicas do sujeito.
Diversos testes neuropsicológicos estão descritos neste link http://en.wikipedia.org/wiki/Neuropsychological_tests

Se procura testes neuropsicológicos clique aqui.

Mais informação em:
http://www.bapta.com/np_testing.htm
http://www.hmc.psu.edu/healthinfo/no/neuropsychologicaltesting.htm

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Psiquiatria Vs Psicologia


Vivemos numa sociedade que ainda faz muita confusão entre estas duas áreas da ciência humana, e como tal não deixa de se continuar a ouvir que ir ao psicólog(a) é rotular a pessoa quem o(a) procura como maluco e, então lá sai a expressão que ir ao psicólgo(a) é ir ao "médico dos malucos!".

Isto é completamente errado!

Também é errado pensar que a Psiquiatria, como uma especialidade da Medicina só trata de "malucos"...

A Psiquiatria lida com as doenças mentais em humanos através de:
  • Prevenção;
  • Atendimento;
  • Diagnóstico;
  • Tratamento;
  • Reabilitação
As doenças mentais podem ser do foro orgânico ou funcional como:
  • Depressões;
  • Doença bipolar;
  • Esquizofrenia;
  • Perturbações de ansiedade;...
O seu objectivo principal é reduzir o sofrimento psíquico para atingir o bem-estar psíquico.

Para que isso seja possível, é necessário efectuar uma avaliação completa da pessoa numa perspectiva bio-psico-social e áreas afins.

A avaliação psiquiátrica, propriamente dita, envolve o exame do estado mental e a história clinica, no entanto, também podem ser utilizados testes psicológicos, neurológicos, exames de imagem e exames físicos que são combinados para se formular o diagnóstico psiquiátrico.
Ver mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Psiquiatria

O exame do estado mental (EEM) é o processo através do qual o psiquiatra e/ou psicólogo(a) observa e descreve de forma estruturada e sistematizada o actual estado mental do indivíduo através das seguintes categorias:
  • Aparência;
  • Comportamento;
  • Discurso;
  • Humor e afecto;
  • Percepção;
  • Pensamento (processo/forma e conteúdo);
  • Cognição;
  • Consciência;
  • Orientação
Mais pormenores em
http://en.wikipedia.org/wiki/Psychiatry

O objectivo do EEM é obter uma descrição transversal compreensiva do estado mental do indivíduo que quando combinado com os restantes aspectos da avaliação permite ao psiquiatra e/ou psicólogo elaborar um diagnóstico exacto para estabelecer um plano de tratamento adequado que pode ser através de medicação apropriada, em ambulatório ou em internamento, ou com psicoterapia.
Mais informação em
http://en.wikipedia.org/wiki/Mental_status_examination

Por sua vez, a Psicologia é a ciência que estuda os processos mentais e o comportamento (humana e animal). Saber mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia

Os psicólogos estudam vários conceitos, tais como:
  • Percepção;
  • Cognição;
  • Emoções;
  • Personalidade;
  • Comportamento;
  • Relações interpessoais.
A Psicologia também se refere à aplicação do seu conhecimento a vários níveis da actividade humana, incluindo assuntos relacionados com a vida diária como:
  • Família;
  • Educação;
  • Trabalho.
E com o tratamento de problemas ou perturbações da saúde mental.

A Psicologia tenta compreender o papel que estas funções desempenham no comportamento social e nas dinâmicas sociais, incluindo os processos psicológicos e neurológicos subjacentes na sua concepção de funcionamento mental (Neuropsicologia).
Mais detalhes em
http://en.wikipedia.org/wiki/Psychology


A Psicologia envolve, ainda, muitas sub-áreas de estudo que se preocupam com:
  • Desenvolvimento humano;
  • Desporto;
  • Saúde;
  • Empresas;
  • Justiça;
  • Educação;
  • Media.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sucesso na Psicoterapia




Com a psicoterapia poderá melhorar a sua qualidade de vida, não só ao nível pessoal, mas também familiar, social e profissional.

A seguir estão algumas dicas essesnciais para que o sucesso durante o processo psicoterapêutico seja possível.


Passos fundamentais para o início de uma relação psicoterapêutica:


  • Acima de tudo, tomar consciência do(s) seu(s) problema(s) – “Algo não está bem em mim!”;

  • Aceitar que precisa de ajuda e procurar essa ajuda o quanto antes;

  • Estar disponível para falar e ouvir;

  • Sentir o espaço terapêutico como seu, durante o tempo em que está presente – “Este espaço é seu e aqui pode dizer tudo aquilo que quiser!”

E assim, se criam as condições essenciais para estabelecer uma boa relação terapêutica entre o(a) psicólogo(a) e quem o(a) procura.


Finalidades principais durante a relação psicoterapêutica:

  • Superar obstáculos

e

  • Enfrentar desafios

Dure o tempo que durar, sem pressas nem tempo determinado.

sábado, 8 de março de 2008

Neuropsicologia



Neste artigo poderá encontrar algumas respostas para as suas dúvidas sobre a Neuropsicologia, uma interface da Psicologia e da Neurologia que estuda as relações do cérebro e do comportamento humano.


O que é?

A Neuropsicologia é uma especialidade da Psicologia que utiliza o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro na avaliação, diagnóstico e habilitação e/ou reabilitação das funções cognitivas, comportamentais e emocionais do indivíduo.

Como pode ajudar-me?

1. Avaliar detalhadamente através de testes neuropsicológicos
2. Identificar as dificuldades apresentadas pelo indivíduo
3. Habilitar e/ou Reabilitar através de exercícios práticos específicos

Quais as funções em que intervimos?
  • Linguagem
  • Raciocínio
  • Pensamento
  • Memória
  • Atenção e Concentração
  • Reconhecimento visual e auditivo
  • Orientação
  • Motricidade
Em que situações intervimos?
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Pedidos de reforma
  • Lesão cerebral (ex. traumatismo craniano, epilepsia, …)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Consultas de Psicologia



Neste artigo poderá ficar mais ilucidado sobre como decorrem as várias fases das consultas de Psicologia e como poderá beneficiar delas como um meio para ajudar a resolver os seus conflitos, problemas e/ou dúvidas.


1ª Consulta
  • permite o máximo de recolha de informação acerca da história de vida do sujeito, bem como o motivo da consulta entre outros dados considerados relevantes;

Avaliação Psicológica
  • não obrigatória, permite o máximo de recolha de informação possível através de testes psicológicos quer ao nível perceptivo, quer ao nível cognitivo, quer ao nível da personalidade (testes projectivos);
Psicoterapia
  • método de tratamento dos sofrimentos psíquicos por meios essencialmente psicológicos;
  • processo terapêutico que consiste melhor adaptação ao meio familiar e social, liberdade interior e capacidade de ser feliz maiores, conhecimento mais fino de si, dos seus limites, das suas possibilidades resultando, assim, uma aliança psicoterapêutica entre o(a) psicólogo(a) e quem o(a) procura.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Psicologia do Adulto


Ao longo da vida deparamo-nos com situações que não conseguimos lidar tão bem como gostaríamos. Há inclusivamente algumas que aparentam não ter solução.

Estas situações podem surgir em diversos contextos, desde o pessoal e familiar até ao profissional.

A dificuldade em lidar com estes problemas provoca muitas vezes stress, sentimentos depressivos e de angústia, perturbações de ansiedade, entre outros, e que podem conduzir a uma baixa de auto-estima e mesmo a sentimentos de impotência para encontrar uma resposta eficaz.

É nestes momentos que a Psicologia poderá ajudar a encontrar uma forma mais eficaz de lidar com a situação problemática, através da maximização dos recursos pessoais e de novas estratégias a utilizar no futuro.

A Psicologia pretende assim clarificar o problema, averiguar as suas causas e ponderar as consequências (imediatas e a longo prazo) e propor um plano de intervenção individualizado.

Algumas situações que podem ser sentidas como perturbadoras…

… na Esfera Pessoal e/ou Familiar

  • Alterações na vida pessoal e/ou familiar
  • Dificuldades no relacionamento conjugal
  • Dificuldades no relacionamento com o(s) filho(s)
  • Separação ou divórcio
  • Instabilidade emocional
  • Dificuldades na aproximação aos outros
  • Dificuldades no estabelecimento de relações interpessoais adequadas
  • Isolamento social
  • Sintomatologia depressiva (tristeza, apatia, falta de motivação, …)

… na Esfera Pessoal e/ou Familiar

  • Perturbações da ansiedade
  • Perturbações do sono
  • Perturbações do comportamento alimentar
  • Adaptação à doença crónica
  • Comportamentos aditivos (alcoolismo, toxicodependência, …)
  • Falecimento de alguém significativo

… na Esfera Profissional

  • Stress
  • Sentimentos de frustração e de tensão psicológica
  • Dificuldades no estabelecimento de relações interpessoais adequadas
  • Gestão de conflitos no local de trabalho
  • Adaptação a alterações no contexto profissional (promoções, despedimentos, reformas, …)


O que é que a Psicologia pode fazer?

A Psicologia começará por fazer uma avaliação da situação problemática, sugerindo, se necessário, um acompanhamento psicoterapêutico, no sentido de uma maior adaptabilidade ao contexto pessoal, familiar e/ou profissional.

É desde o início um trabalho conjunto, que resulta da relação terapêutica entre a psicóloga e quem a procura, pelo que ambos são responsáveis pelo desfecho do processo psicoterapêutico.


Psicologia da Criança e do Adolescente na escola


O meio escolar faz parte da vida diária da criança e do adolescente, contribuindo desde cedo para o seu desenvolvimento saudável.

Assim, o infantário e a escola são mais que um local de aprendizagem; são também um espaço de interacção com os outros.

O facto das crianças e adolescentes passarem grande parte do dia no infantário ou na escola, confere aos educadores, professores e auxiliares de educação um papel fundamental tanto no desenvolvimento psicossocial como na sinalização de problemas.

Hoje em dia, vive-se na escola um ambiente mais tenso e menos harmonioso devido a crescentes conflitos vividos entre os próprios alunos e entre estes e os professores.

A Psicologia pode então ajudar a averiguar qual a situação que está a impedir o bom funcionamento escolar, quais as suas causas, consequências (imediatas e a longo prazo) e propor um plano de intervenção individualizado.


Situações problemáticas mais comuns em Contexto Escolar…

… na Aprendizagem

  • Suspeita de défice cognitivo
  • Falta de motivação
  • Dificuldade em manter a atenção

… na Relação

  • Dificuldades na aproximação aos outros
  • Dificuldades no estabelecimento de relações interpessoais adequadas
  • Isolamento social

… no Comportamento

  • Comportamentos desadequados na sala de aula ou noutras actividades
  • Comportamentos de oposição e rejeição
  • Comportamentos agressivos e hostis
  • Comportamentos anti-sociais
  • Comportamentos aditivos

… no Indivíduo

  • Sintomatologia depressiva (tristeza, …)
  • Perturbações da ansiedade
  • Instabilidade emocional
  • Suspeita de problemas familiares
O que é que a Psicologia pode fazer?

A Psicologia começará por fazer uma avaliação da situação problemática, sugerindo, caso necessário, um acompanhamento psicoterapêutico, no sentido de uma maior adaptabilidade ao contexto pessoal e escolar.

Para este fim, a Psicologia contará sempre com a colaboração dos pais, familiares e educadores/professores.

A intervenção da Psicologia realizar-se-á em consultório privado, mas sempre com disponibilidade para articulação com o estabelecimento de ensino, mediante o acordo de pais e professores.